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METAMORFOSE

 
Há, e quase todos já sabem existir,
E é palavra que figura no Aurélio,
Periódica precessão a revestir
A Terra, o planeta, e o sol de gás Hélio.
 
Quando vier o equinócio de verão,
Do Norte, dezembro de dois mil e doze,
Haverá mudança polar, inversão,
Trazendo ao Equador o Alaska, em close,
 
À Europa lhe caberá a submersão,
E nossa crosta mover-se-á, sem pose.
Liberdade para o mar e vulcão.
 
Todos, em narcose ou auto-hipnose,
À sobrevivência procurarão,
Mas só pairará poesia, em metamorfose.



José Carlos De Gonzalez

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Publicado em 18/10/2009 às 10h24


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