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Textos
VIAGEM PARA DEPOIS DE 2012
Vou de malas vazias, a roupa do corpo Será bom conteúdo para um destino Que não se tem. O ideal torto, não morto, Faz trajetos de minuto em minuto. E faz do menino pleno desatino Àquele que chega ao fim da tormenta, E em homenagem ao acaso, tenta Cantar seu símbolo, seu canto, seu hino. Caminho entre escombros, nuvem de poeira, Os restos mais leves do que era sólido, Do pó a que se retornou bem mais rápido... Não houve viga que resistisse à soleira, Não houve Trópico que não fosse gélido, Não houve pedra que não fizesse lápide.
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José Carlos De Gonzalez |
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Publicado em 30/11/2009 às 18h16
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